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Blog de Daniel Rocha

um olhar de dentro para fora

Vendo essa iniciativa, parabenizo a todos que tomam parte dela, principalmente de seu idealizador.

Ja fui pregoeiro, quando era funcionário concursado e agora me vejo do lado de cá, prestando serviços para a iniciativa privada e em determinados momentos me vejo às voltas com situações as mais inusitadas.

É claro que o pregão eletronico trouxe varias possbilidades novas, porém, todas devem observar os mesmos princípios legais da lei de licitações e de toda a legislação aplicável, mas o que tenho visto está a leguas de ser a situação ideal.

É frequente a falta de formação das equipes dos diversos órgãos, a afronta aos principios legais, a insistência da preferencia de marcas, e o pior, a deselegância e falta de educação no trato com os fornecedores.

Às vezes me pergunto se essas mesmas pessoas se comportam assim, quando tratam de suas compras particulares. É claro que não, pois obedecem às leis de mercado, de oferta e procura, mas se tratarem aos vendedores como tratam os fornecedores, com certeza seriam proibidos de entrar em vários estabelecimentos.

O pior no entanto é a enorme diferença com que se realizam os pagamentos, previstos em edital, na legislação, no contrato e mesmo assim, esbarram as vezes na burocracia, outras na ignorancia mesmo, deixando os forncedores com a sensação de que ou foram enganados ou serão convidados a pagar propina.

Não quero dizer que seja a regra, mas a exceção é o que me mata de vergonha, quando vejo um fornecedor, as vezes microempresa, ter que suportar os desmandos internos dos diversos órgãos. Excesso de prazos, pagamentos atrasados, tratamento descortês, falta de educação e de informação.

Sei que o papel do pregoeiro e de sua equipe é apenas administrar a aquisição de bens e serviços, mas quando entregam o processo ao setor que deu origem ao pedido, e este recebe os mesmos, começa o calvário do empresário.

Empenhos errados, solicitações fora do edital, as vezes até inconvenientes, outras totalmente imorais, como vender parafuso e ter que entregar leite e filé mingnon, sem contar as inumeras vezes em que o produto entregue em fevereiro só é pago em outubro, após inumeras ameaças de medidas judiciais.

Essas situações, podem os senhores pensar que são apenas alguns fatos isolados, mas somadas aos milhares, diariamente, nos mais de 5 mil municípos, nos milhares de departamentos e órgãos, sejam eles federais, estaduais, municipais, só mostram a realidade, de sistemas obsoletos, operados com extrema incompetência, às vezes com maldade pura e simples, tornando verdadeira a frase de Charles de Gaulle, até quando, não sabemos. É muito simples ser leal e verdadeiro, mas quando fechamos nossos olhos para todo o mal, nos tornamos iguais.

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